ESTAÇÕES FERROVIÁRIAS
COMO DESTINOS

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LINHA DO TEMPO

1996

HighSpeed1 (HS1) se apropria da Estação Internacional St. Pancras

1998

Estabelecimento da equipe de Modernização. Visitas de estudo às maiores estações de trânsito globais, inclusive Madrid, Lisboa, New York e Schiphol Airport

2001

Projetos de arquitetura e engenharia desenhados e aprovados.

  • negociações com Heritage First (Patrimônio Primeiro) sobre as técnicas de preservação e os acordos de varejo no nível térreo.
  • as renovações começam

2003

Os primeiros varejistas assinam os contratos de locação

2007

Finalização da renovação. 60 dos 64 espaços de varejo no andar térreo ocupados

2010

Finalização da renovação histórica do Hotel St. Pancras

7
segundos de atraso médio dos trens
800
dólares por metro de custos do projeto
1
metro de passageiros por semana

CONTEXTO

Nos anos 1970 e 1980, o sistema ferroviário britânico experimentou um período de constante declínio. A Estação St. Pancras, que outrora havia tido grandeza, se encontrava em má condição, suja e atraía crime e uso de drogas. Os anos 1990 trouxeram a discussão sobre renovação e modernização da edificação histórica de alto nível e sobre a renovação do bairro em torno dela, onde moram principalmente pessoas da classe média e baixa.

PROBLEMA

A questão principal era como manter o prédio e a sua função como grande polo de transporte, e fazer com que ela se tornasse um destino em si mesma. A preservação da integridade arquitetônica foi uma prioridade principal, porém poucos queriam investir pensando em um uso comercial para o prédio. Parecia quase impossível a criação de um distrito comercial dentro do prédio, já que se precisava de bastante espaço para áreas relacionadas aos passageiros, como por exemplo, para a alfândega internacional, lounges, segurança e informação sobre passagens, especialmente devido à magnitude da cliente Eurostar.

SOLUÇÃO

Com a abertura das áreas históricas de armazenamento nos andares térreos, onde anteriormente guardava-se a cerveja, grãos e matérias primas, luz e ar foram permitidos nesse andar, proporcionando uma oportunidade de ali posicionar o varejo e fazer com que o andar térreo se tornasse produtivo. Entradas para a estação foram colocadas em todos os lados, convidando o público para o espaço. Os gerentes se centraram em trazer lojas de especialidades e bares para o andar térreo, ao invés de cadeias de fast-food ou outras lojas de cadeias que se encontram em toda a Londres.

Queríamos que as pessoas se apaixonassem por esta estação. Então nos perguntamos: se fizermos com que a estação fique suficientemente atraente, podemos realizar um destino em si mesmo? E a resposta foi: Sim.

Ben Ruse – diretor HS1

SEGREDO

A cooperação da comunidade. Ser um bom vizinho foi uma prioridade rígida para HS1, o proprietário da Estação St. Pancras, durante o processo de construção e que continua até hoje. Adquiriram janelas de vidros duplos e depuradores de ar para todos os residentes no redor, em razão do barulho e do pó causados pelo processo de restauração. Hoje, HS1 patrocina vários eventos dentro e fora da estação, e é ativa na comunidade.

LIÇÕES

Buscar inspiração. A equipe de restauração viajou por toda a Europa para procurar as boas práticas de transporte de passageiros. O Aeroporto Schiphol (Amsterdã) se revelou o exemplo principal. O projeto do andar térreo de Schiphol, as suas excelentes técnicas de fazer com que as pessoas achem os seus caminhos e a escala de pedestres se destacaram para a equipe de St. Pancras.

Criar uma visão compartilhada. A parceria entre English Heritage, Patrimônio Inglês (preservação), HS1, e London Continental Railways começou com uma estratégia de visão que os uniu e fez com que cada um contribuísse com o objetivo do grupo.

Ambicionar alto. Juntos, os parceiros colocaram uma nova altura para a vara para um polo de viagens. Eles foram muito ambiciosos ao ir atrás da Eurostar como cliente. Sem medo, correram riscos com as novas marcas e lojas de especialidades, que não são comuns em estações.

IMPACTO

Funciona! Com uma parceria efetiva, missão compartilhada e participação ativa na comunidade, St. Pancras se tornou um lugar para passear, relaxar e observar outras pessoas. Os detalhes arquitetônicos da estação foram maravilhosamente preservados e acentuados na escala humana – ao nível dos olhos. Comparado com outras estações e a situação pré-restauração, o comportamento anti-social, como crime violento e grafite, não é mais um assunto. St. Pancras continua sendo também um destino, mesmo para não viajantes; aproximadamente 25 % dos visitantes vão à estação sem motivos de transporte.

FAZER

  • Escrever uma declaração da visão
  • Buscar inspiração int ernacional
  • Correr riscos calculados

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CONCLUSÃO

A Estação Internacional St. Pancras representa um exemplo inspirador para um polo de transporte público que incorpora uma estratégia única para melhorar o espaço ao nível dos olhos. A equipe de restauração estabeleceu uma visão compartilhada e criou um destino com sucesso, restabelecendo o prédio como um marco urbano, polo de transporte nacional e um bem da comunidade. Hoje, a estação, que foi projetada maravilhosamente e preservada historicamente, é um lugar ativo de encontros.

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